segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sempre que estou com alguém e ela puxa o celular, parece estar dizendo: "péra, Alex, deixa eu ver se tem alguma coisa mais interessante que você acontecendo na internet." E sabe qual é o pior? Sempre tem. Porque a internet é infinita e eu sou só uma pessoa. Mas eu estou ALI.
- Alex Castro

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A inutilidade e o amor

Ter que ser útil pra alguém é uma coisa muito cansativa. É interessante você saber fazer as coisas, mas acredito que a utilidade é um território muito perigoso porque, muitas vezes, a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está interessado naquilo que a gente faz por ele. 

E é por isso que a velhice é esse tempo em que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica, né? É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. 

Por isso eu sempre peço a Deus para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranqüilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor. Quero ter ao meu lado alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim, que possa saber que eu não servirei pra muita coisa, mas que continuarei tendo meu valor. 

Porque a vida é assim, fique esperto, viu? Se você quiser saber se o outro te ama de verdade é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora? 

É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir do outro: "você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você". Autor: Padre Fábio de Mello
Somos o resultado da luta entre a morte e a vida e, se você levanta no outro dia, vivo, é que um lado está ganhando. Por enquanto.

Talvez, ser o que eu considero uma boa pessoa não baste.

Há alguma lição aí que não estou conseguindo aprender. Sou o aluno repetente da turma.

Não adianta tentar matar a pessoa amada que ainda vive em você. Ela é um fantasma. Não se consegue matar o que já está morto. Ela deve ir se apagando aos poucos. É preciso deixá-la morrer sozinha.

Eu sou o único responsável pelo que sinto, pelo que escolho sentir e pelo que me permito sentir.

Não posso cobrar de outras pessoas, com problemas já suficientes, como cada um de nós, que resolvam essas questões para mim.

-Alessandro Martins

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Se você não está pagando para usar, que dizer que você não é o cliente, é o produto.
- Comentário anônimo obre o Facebook
Qualquer pessoa que se apaixone é uma aberração. É algo louco de se fazer. É uma forma socialmente aceitável de insanidade.

Eu sou diferente de você, mas isso não faz com que eu te ame menos, faz com que eu te ame mais.

-Do filme Ela (Her)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Estou apenas observando quantas coisas existem e que eu não preciso para ser feliz
- Sócrates

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.
Clarice Lispector

segunda-feira, 7 de julho de 2014

É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.
- Theodore Roosevelt

quinta-feira, 3 de julho de 2014

QUASE

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ser íntegro não significa necessariamente ser inteiro, mas ser capaz de se expor integralmente mesmo com todos os pedaços que faltam.
- Alessandro Martins

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Eu gosto de quem facilita as coisas. De quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas. Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada. O que me faz feliz é leve e, mesmo que o tempo leve, continua dentro de mim. Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar.
- Fernanda Gaona

terça-feira, 17 de junho de 2014

Canção

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=491#ixzz34u9d72T6

segunda-feira, 16 de junho de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Quando não se tem nada a perder, é muito mais fácil arriscar.
​A Enciclopédia Galáctica define o amor como algo incrivelmente complicado de se explicar. ​ ​Já o Guia do Mochileiro das Galáxias define amor como: geralmente doloroso, se puder, evite-o. Mas para o azar dos terráqueos, eles nunca leram o Guia do Mochileiro das Galáxias.

(O guia do mochileiro das galáxias - Douglas Adams)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

É hipócrita e elitista defender que "temos que trabalhar no que amamos". Essa possibilidade está aberta para pouquíssimas pessoas. A enorme maioria da população humana, todas pessoas tão incríveis e complexas como eu e você, com um cérebro poderoso e subjetividade profunda, estão fadadas a trabalhar em empregos chatos e repetitivos, entregando cartas, dobrando roupas, atendendo telefones. A questão não é se amamos ou não essas atividades remuneradas que executamos, mas se o salário que nos pagam em troca das horas de trabalho é maior ou menor do que tudo que esse emprego nos suga em termos de tempo e energia vital. A questão é se nos resta tempo (realmente) livre e energia vital produtiva para viver nossas vidas plenas de pessoas humanas quando não estamos entregando cartas, dobrando roupas, atendendo telefones.

Alex Castro
Toda escolha tem ônus e bônus que só sabe quem a escolheu. (...)
De um modo ou de outro, pagamos sempre o preço das nossas escolhas. A conta sempre vem. (...)
Engolir sapos não é opcional. Mas podemos escolher quais sapos queremos engolir.

Alex Castro

sexta-feira, 25 de abril de 2014



Tudo aquilo que vemos ou nos parece
Nada mais é do que um sonho dentro de um sonho.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Seja gentil com qualquer pessoa, independente do gênero, da cor, da idade – diferente do cavalheirismo, em que só o homem faz algo para uma mulher, a gentileza não tem gênero. O cavalheirismo é só outro nome para uma atitude paternalista, que pressupõe que a mulher é incapaz e que precisa de um homem para abrir a porta, para carregar uma sacola pesada ou coisa do tipo. Já ser gentil significa que você vai segurar a porta independente de quem estiver entrando depois de você, seja uma mulher, uma senhora, o porteiro, uma criança ou um lutador de vale-tudo. Enquanto só um homem pode ser cavalheiro, tanto homens quanto mulheres podem ser gentis. Ou seja: a gentileza pode ser praticada por qualquer pessoa em favor de qualquer pessoa. Ser gentil também significa que você vai fazer algo bom para as pessoas sem esperar nada em troca, muito menos uma chuva de confetes. Afinal, ser gentil e ter empatia é o requisito mínimo para um ser humano decente.

Aline Valek
Estamos à borda dum precipício. Perscrutamos o abismo e nos vem, a náusea e a  vertigem. Nosso primeiro impulso é fugir ao perigo. Inexplicavelmente, porém, ficamos.  Pouco a pouco, a nossa náusea, a nossa vertigem, o nosso horror confundem-se numa  nuvem de sensações indefiníveis.

Gradativamente, e de maneira mais imperceptível,  essa nuvem toma forma, como a fumaça da garrafa donde surgiu o gênio nas Mil e uma  Noites. Mas fora dessa nossa nuvem à borda do precipício, uma forma se torna palpável,  bem mais terrível que qualquer gênio ou qualquer demônio de fábulas.

Contudo não é  senão um pensamento, embora terrível, e um pensamento que nos gela até a medula dos  ossos com a feroz volúpia do seu horror. É , simplesmente, a ideia do que seriam nossas  sensações durante o mergulho precipitado duma queda de tal altura.

E esta queda, este aniquilamento vertiginoso, por isso mesmo que envolve essa mais  espantosa e mais repugnante de todas as espantosas e repugnantes imagens de morte e  de sofrimento que jamais se apresentaram à nossa imaginação, faz com que mais  vivamente a desejemos.

E porque nossa razão nos desvia violentamente da borda do  precipício, por isso mesmo mais impetuosamente nos aproximamos dela. Não há na  natureza paixão mais diabolicamente impaciente como a daquele que, tremendo à beira  dum precipício, pensa dessa forma em nele se lançar.

Deter-se, um instante que seja, em  qualquer concessão a essa ideia é estar inevitavelmente perdido, pois a reflexão nos  ordena que fujamos sem demora e, portanto, digo-o, é isto mesmo que não podemos  fazer. Se não houver um braço amigo que nos detenha, ou se não conseguirmos, com  súbito esforço recuar da beira do abismo, nele nos atiraremos e destruídos estaremos.

(POE, Edgar Allan. ; O demônio da perversidade)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Se procurar bem, você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida.
- Carlos Drumond de Andrade

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A maioria de nós sentimos que os outros não vão tolerar a nossa honestidade emocional, e por essa razão preferimos defender a nossa desonestidade, alegando que isso poderia ferir os outros, e tendo racionalizado a nossa falsidade em nobreza, contentamo-nos com relacionamentos superficiais.
- John Powell

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O que é real? Como você define o 'real'? Se você está falando sobre o que você pode sentir, o que você pode cheirar, o que você pode saborear e ver, o real são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro.

(Filme Matrix)
"(...)o que acontece quando tentamos encontrar um atalho para um processo natural em nosso crescimento e desenvolvimento? Se alguém é um jogador de tênis apenas mediano, e resolve jogar com adversários muito superiores, de forma a causar uma boa impressão, o que acontece? Será que o pensamento positivo, sozinho, torna possível enfrentar um profissional com bons resultados?

E se você convencer seus amigos de que pode dar um concerto de piano, apesar de seu nível real, no momento, ser apenas o de um principiante?

As respostas são óbvias. É simplesmente impossível violar, ignorar ou cortar caminho no processo de desenvolvimento. Contraria a natureza, e as tentativas de cortar caminho só resultam em desapontamento e frustração."
"O que você é ecoa em meus ouvidos com tanta força que não consigo ouvir o que diz"

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A solidão é um egoísmo: ninguém reclama “estar sozinho”, sente “vazio existencial”, ou quaisquer outros desses caprichos bem-alimentados, quando está ouvindo, acolhendo, se doando para outra pessoa.

Narciso não estava só: ele tinha seu reflexo.

Alex Castro

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quando tratarmos com pessoas, lembremo-nos sempre de que não estamos tratando com criaturas de lógica. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.

Qualquer idiota pode criticar, condenar e queixar-se - e a maioria dos idiotas faz isso.

Mas é preciso ter caráter e autocontrole para ser complacente e saber perdoar.

(Livro Como fazer amigos e influenciar pessoas - Dale Carnegie)

Compreender, ter compaixão e perdoar: você sabe a diferença?

Quando uma pessoa age de determinado modo, e esse modo te machuca, você pode sofrer ou tentar perceber quais motivos levaram a pessoa a agir assim, bem como, perseguir o perdão.
Todas essas escolhas são igualmente benéficas, porque nos auxiliam a ficarmos bem conosco, bem como amadurecermos.

No entanto, não é por que treino ampliar minha consciência e/ou minha compaixão, que ao perceber que repetidamente determinado comportamento de uma pessoa me machuca, preciso continuar me expondo a ele.

Podemos ter o intento de julgar menos, compreender e acolher mais, mas isso não faz de nós seres coniventes e nem disponíveis para os maus tratos do outro.

Ser compreensivo e compassivo quer dizer buscar enxergar as atitudes das pessoas sob uma ótica global. Ou seja, percebendo as situações pelas quais essas pessoas passaram e as feridas que carregam, feridas essas que influenciam suas escolhas e comportamentos.

Ver o outro sob essa perspectiva nos ajuda a nem nos colocarmos acima e nem abaixo dele, somente com um ser afim, que também carrega suas cicatrizes. Isso cria mais senso de solidariedade e mais proximidade. No entanto, não é por que posso compreender os motivos que levaram alguém a agir de determinado modo que me feriu e, com base nisso até perdoá-lo, que preciso me manter na situação de continuar sendo agredido.

Compreender, ter compaixão e perdoar nada tem a ver com "dar a outra face". Podemos desenvolver essas percepções e, ao mesmo tempo, escolher nos preservarmos optando, por exemplo, diminuir ou cortar contato com essa pessoa que age de uma maneira que machuca. Ela tem seu livre-arbítrio para manter seu comportamento e eu posso entender e aceitar isso, bem como também tenho direito ao meu livre-arbítrio de optar por não mais me expor a esse contexto.

Compreensão e respeito para com o outro se tornam tão ou mais possíveis quando praticamos isso conosco.

Thaís Petroff

Como arruinar sua preparação para concursos

http://www.blogconcurseiradedicada.com/2014/01/como-arruinar-sua-preparacao-para.html

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Julgo as pessoas pelos seus próprios princípios e não pelos meus." Martin Luther King
"Muitas vezes sentimos que mudamos de ideia sem qualquer resistência ou grande emoção, mas se nos dizem que estamos errados, magoamo-nos com tal imputação e endurecemos nossos corações. Somos incrivelmente negligentes na formação das nossas crenças, mas enchemo-nos de uma ilícita paixão por elas quando alguém se propõe roubá-las de nossa companhia. É óbvio declarar que não são as ideias que são caras, mas a nossa vaidade que está ameaçada. A pequena palavra 'meu' é a mais importante nos negócios humanos e saber lidar com ela é o começo da sabedoria. Tem a mesma força, quer seja 'meu' jantar, 'meu' cachorro, 'minha' casa, ou 'meu' pai, 'minha' pátria e 'meu' Deus. Não sentimos apenas a imputação de que nossa opinião está errada, ou nosso carro está estragado, mas também que nossa concepção sobre os canais de Marte, que a nossa pronúncia da palavra 'Epicteto', que a nossa concepção sobre o valor medicinal do salicilato ou sobre a época de Sargão I, que tudo isto está sujeito a revisão... Gostamos de continuar acreditando no que nos acostumamos a aceitar como verdade e o ressentimento que se origina quando alguma dúvida é posta sobre qualquer das nossas diretrizes, leva-nos a procurar, por todos os meios, as escusas que a farão desaparecer. 0 resultado é que a maioria dos nossos chamados raciocínios consiste no encontro de argumentos para continuar acreditando no que já acreditamos."
(James Harvey Robinson)