sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os humanos, enquanto manada, são lamentáveis. Individualmente, alguns prestam.

A melhor maneira de desentocá-los? Se mostrar.

Eu me mostro porque preciso. Eu me mostro porque é assim que eu sou. Mais do que tudo, eu me mostro porque esse é o melhor jeito de conhecer quem está a minha volta. Escancarando de vez.

Algumas pessoas têm medo de se mostrar. O que minha mãe vai pensar? Será que a tia Maricota vai achar ruim? E se eu perder amigos?

Mas, caramba, o objetivo é justamente esse!

A melhor coisa de se mostrar é se livrar daquelas pessoas que nunca foram realmente suas, aquelas pessoas que amam mais seus próprios preconceitos do que você, aquelas pessoas que, por força das convenções vigentes, simplesmente não vão mais conseguir te amar e te aceitar. Deixe elas seguirem viagem. Quem se importa com elas?

Eu tento me concentrar em quem vale a pena.

É ao me revelar que descubro que vai bailar comigo e quem vai se encostar na parede.

É ao me mostrar que descubro quem vai me dar as mãos nessa viagem e quem vai estancar na encruzilhada.

Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas.

Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aos 45' do 2º tempo
virei o jogo
Eu ganhei
Mas era o empate que interessava

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem.
(Horace Walpole)
Qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.”
Clarice Lispector

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Se o trabalho é uma coisa tão boa, por que os ricos não ficaram com todo para eles?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

todo dia, acordo ao lado da pessoa que (mesmo sabendo que é uma ilusão causada pelos feromônios e pela química do meu cérebro) eu sinceramente considero ser a mais incrível, fodona, inteligente, linda, talentosa, etc, que já conheci.

todo dia, penso que estou vivendo uma das melhores fases da minha vida e que nunca fui tão feliz.

todo dia, me bate um medo enorme, agudo, subterrâneo, pulsante de perdê-la e, junto, perder toda a felicidade da minha vida.

todo dia, preciso repetir para mim mesmo que ela não é minha posse e, por isso, não tenho como perdê-la; que ela é um ser humano livre que caminha ao meu lado e que pode parar de caminhar a qualquer momento; que terminar um relacionamento nunca é ruim, pois nunca houve na história relacionamento bom e harmonioso que acabou; que o dono da minha felicidade sou eu e que vou sempre saber ser feliz, com ela, sem ela, com a próxima, sem ninguém.

só então, quando estou convencido, quando o medo diminuiu, quando os batimentos desaceleraram, eu me levanto da cama, escovo os dentes e volto para acordá-la com um beijo de bom-dia.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

“Para mim, a grande questão não é se deus existe ou não, mas se nós vamos de alguma maneira continuar existindo depois da morte. Eu acredito que vamos continuar, de alguma maneira. Tenho que acreditar. Porque se não vamos, o que é essa vida senão um sonho? Aí é que ela vida não tem mesmo sentido, propósito nenhum. Se não há sentido para quê continuar? Por que não dar um tiro na cabeça daqui a cinco minutos (quando terminar o café)?”

Eu não dou um tiro na cabeça agora porque (além de não ter uma arma) quero saber o fim da novela, porque ainda há uns dois mil livros que eu quero ler e umas cem mulheres que quero comer, porque eu quero assistir os próximos filmes do Almodóvar pra saber o que esse louco vai aprontar, porque ainda falta eu escrever no mínimo uma dúzia de livros que tenho dentro de mim, e etc etc. Será que tudo isso não é motivo suficiente pra não se enfiar uma bala na cabeça?

Alex Castro

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"Mas se a maior parte do tempo é um saco - disse, lentamente, dando tempo para que suas palavras fossem bem entendidas - então por que você continua nessa? Por quê? (...) é só por que você acha um desafio interessante enfrentar o tédio imbecilizante desse trabalho?" 

(Douglas Adams - Guia do Mochileiro das Galáxias)

Não sei se você já se sentiu assim, querendo dormir por mil anos. Ou se sentiu que não existe. Ou que não tem consciência de que existe. Ou algo parecido.
(Stephen Chbosky - As vantagens de ser invisível)
Estou me sentindo ótimo! De verdade. Tenho de me lembrar disso na próxima vez em que tiver uma semana ruim. Já aconteceu com você? Já se sentiu muito mal, depois tudo passar e você não saber por quê? Eu tento me lembrar, quando me sinto ótimo como agora, que haverá outra semana terrível algum dia, então procuro guardar o maior número de detalhes que posso, e assim, na próxima semana terrível, vou poder lembrar esses detalhes e acreditar que vou me sentir bem novamente. Não funciona muito, mas acho muito importante tentar.
(Stephen Chbosky - As vantagens de ser invisível)
Não sei quanto tempo eu posso continuar sem um amigo. Eu costumava ser capaz de fazer isso com muita facilidade, mas foi antes de eu saber como era ter um amigo. É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando.
(Stephen Chbosky - As vantagens de ser invisível)
- Você sempre pensa muito nisso, Charlie?
 - Isso é ruim? (...)
 - Não necessariamente. É só que às vezes as pessoas usam o pensamento para não participar da vida.

(Stephen Chbosky - As vantagens de ser invisível)
"Eu morreria por você. Mas não viveria por você." 
(Stephen Chbosky - As vantagens de ser invisível)